A partir de um inusitado encontro
numa loja de pássaros, Melanie Daniels, uma jovem de família rica, decide ir à
cidade de Bodega Bay, atrás de Mitch Brenner, um advogado solteirão que
procurava na tal loja, um presente para sua irmã de 11 anos.
Com a chegada de Melanie na
cidade, enquanto procura pela atenção de Mitch, alguns acidentes envolvendo
pássaros começam a acontecer. Tais acidentes logo aumentam em escala colocando
todo o lugar em estado de catástrofe eminente. Em meio aos conflitos familiares
gerados pelo embate entre Melanie e Lydia Brenner, a mãe de Mitch, eles tem que
proteger-se do ataque das aves ensandecidas e armar um plano de fuga.
O filme é maravilhoso sob o ponto
de vista de suas trucagens, considerando a época, e está cheio de momentos clássicos
do imaginário cinéfilo, como na cena em que as crianças correm na saída da
escola, enquanto são atacadas por pássaros ou quando Melanie, presa na cabine
telefônica, é atacada por gaivotas tendo ao fundo uma cidade que literalmente
incendeia. Os pássaros, que num primeiro momento não agradou a crítica, talvez
por não saber enquadrá-lo, com o passar dos anos virou um filme de culto,
recebendo várias explicações ambientalistas e até mesmo psicanalíticas para o triangulo
formado por Mitch, Melanie e Lydia. Seu final sem um “The end”, que deixou boa
parte da platéia desconfortável, foi mais uma das ousadias implementadas por
Hitchcock neste que é considerado por muita gente, um de seus melhores filmes.
Os Pássaros (1963)
Alfred Hitchcock
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