Mostrando postagens com marcador Ari Folman. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ari Folman. Mostrar todas as postagens

19 abril - O congresso futurista (2013) - Ari Folman

 


Robin Wright interpreta ela mesma, como uma atriz problemática, com dificuldades de escolher bons papéis e com a carreira em declínio. Neste contexto recebe uma última oferta de Hollywood: Vender sua imagem, através de alta tecnologia, criando uma atriz digital idêntica a ela, para que os estúdios a usem em filmes escolhidos por eles. Robin tem um filho, Aron, que necessita de cuidados especiais, por estar perdendo a visão e a audição e uma filha adolescente, que a estimula na carreira. Sem muitas saídas, Robin Wright aceita ser escaneada numa última representação, sabendo que não poderá atuar novamente outra vez. Passados 20 anos, quando seu personagem digital já ganhou muita fama, Robin é a convidada com participação de honra, no Congresso Futurista, evento promovido pela indústria de entretenimento, onde será lançada uma nova droga que permite a qualquer um ser quem quiser.
O congresso futurista é mais uma inquietante de Folman que coloca em discussão limite entre realidade e ilusão. A partir da entrada da atriz no tal Congresso, o filme vira uma animação lisérgica, repletas de referencias ao universo pop, porém o futuro retratado por Folman é sombrio na medida em que este mundo glamoroso, colorido e virtual, simbolizando toda a possibilidade de felicidade humana acessada pela droga química, é a única saída e possibilidade de utopia de uma sociedade não virtual, falida sob o ponto de vista econômico e social.

O Congresso Futurista (2013)
Ari Folman
 



04 abril - Valsa com Bashir (2009) - Ari Folman



Ari encontra-se com um velho amigo que serviu com ele no exército israelense. O amigo conta sobre um sonho onde é perseguido por 26 cães selvagens e relembra uma noite onde, para invadir uma cidade com sua tropa, precisou sacrificar 26 cães que poderiam alertar o inimigo. A partir deste encontro, Ari, que não carregava lembranças da guerra, começa a ser atormentado por um flash back onde, na companhia de mais dois soldados, desembarca numa praia para uma missão em Beirute. Ari resolve procurar os outros dois soldados que estavam com ele no desembarque, para recuperar as lembranças deste período e tentar entender o que realmente se passou naquela noite.
Como se fosse um documentário, Ari (Folman), veterano da guerra do Líbano de 82, tenta resgatar os acontecimentos que marcaram o massacre de Sabra e Chatilla, onde refugiados civis, palestinos e libaneses, foram massacrados por milícias, em retaliação ao assassinato do presidente do país Bashir Gemayel. Embora o filme tenha um tom documental, expresso através das entrevistas dos soldados que estiveram com ele na guerra, é na construção de delirirantes situações provocados pelas lacunas da memória, assunto principal da animação, que Folman se diferencia ao tocar com sensibilidade em um assunto tão traumático para o povo Israelense.

Valsa com Bashir (2009)
Ari Folman