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TOP 5 fevereiro

Top 5 de fevereiro

   

5- Felizes juntos (2007) – Wong Kar Wai

4- Ela (2013) - Spike Jonze

3- Jogo de Cena (2007) - Eduardo Coutinho 

2- Dead man (1995) - Jim Jarmusch

1- 12 anos de escravidão (2013) - Steve McQueen

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Doce Amianto (2013) - Guto Parente, Uira dos Reis

TOP 5 janeiro

Top 5 de janeiro

 

 

5- C.R.A.Z.Y. (2005) – Jean-Marc Vallée

4- Aqui é o meu lugar (2011) – Paolo Sorrentino

3- O ato de matar (2012) - Joshua Oppenheimer

2- Shame (2011) - Steve McQueen

1- Adoração (2009) - Atom Egoyan

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As Tentações de Santo Antônio (2009) - Veiko Õunpuu

25 fevereiro - 12 anos de escravidão (2013) - Steve McQueen



Solomon Northup, é um homem negro livre, que tem uma boa viva e prestigio social e vive de apresentações de música com seu violino, no período que antecede a guerra civil americana. Um dia, enganado com a promessa de ganhar mais dinheiro em....., Solomon é seqüestrado e vendido como escravo. Lutando principalmente para manter sua dignidade, enquanto passa por toda sorte de desventura, humilhação e horror, Solomon, passado doze anos, encontra finalmente ajuda com um jovem abolicionista canadense, que conheceu por acaso, na fazenda de seu mestre.
O filme mergulha na ferida da escravidão, principalmente americana, mostrando suas minúcias, abusos e mazelas, que imprimiam no pensamento de seus dominados, a condição de aceitação do status de escravo passivo, como a única forma de sobrevivência. Talvez o que mais assuste em 12 anos de escravidão, seja o fato que tais pensamentos de inferioridade da raça negra, ainda encontrem ecos no cotidiano. A cena que Solomon fica preso, agonizando diante de todos durante horas com uma corda no pescoço enquanto a lida na fazenda segue absurdamente normal, diz muito sobre o baixo valor da carne negra naquela época e ainda, na atualidade. McQueen por vezes brutal por vezes sutil, brilhantemente faz pensar sobre paralelos com os tempos atuais, só demonstrando que apesar dos avanços, ainda precisaremos de muitos anos para curar as marcas deixadas pela ideologia da escravidão, ainda tão arraigadas na cultura tanto de quem discrimina quanto de quem é discriminado.

12 anos de escravidão (2013)
Steve McQueen

09 janeiro - Shame (2011) - Steve McQueen



Shame é o “mais cinema’ dos filmes de McQueen, até então. Nele acompanhamos a vida de Brandon, um compulsivo sexual, e sua jornada pela caça ao sexo com perversão. Brandon, vivido por Michael Fassbender, é um predador que encara tudo, exibicionismo, masturbação, sexual virtual, mulher casada, homossexualismo, ménage, enfim, tudo mesmo, menos amor. Seus dias de macho alfa começam a ruir com a chegada da irmã doce e carente em seu apartamento.
Os conflitos que surgem a partir dos desejos e fragilidades de cada um deles culminam numa espécie de redenção para ambos.

Um amigo budista me disse uma vez que estamos fadados a repetir os mesmos erros infinitamente. Shame, em seu final, prefere não responder a esta máxima.

Shame (2011)
Steve McQueen

08 janeiro - Hunger (2008) - Steve McQueen



Em 2007, durante a bienal do Mercosul, tive meu primeiro contato com Steve Macqueen. Os trabalhos Western Deep, apresentado numa sala escura, e Carib’s Leap, formado por duas projeções simultâneas apresentadas numa sala clara, exigiam do espectador tempo e disposição para completar as várias linhas de pensamento lançadas nos longos, misteriosos e belos planos que compunham as duas narrativas. Os trabalhos de MacQueen são experiências densas e impregnantes que surgem de situações factuais, abertos para quem se dispõe a enfrentá-los.
Em Hunger, seu longa de 2008, MacQueen utilizada os mesmos longos e densos planos, para falar agora sobre as torturas sofridas na prisão por um grupo de militantes do IRA, quando perdem o status de preso político, e da greve de fome levada por eles, mas, especificamente focada na figura do ativista Bobby Sands. Quase sem diálogos, é através das imagens impactantes e belas, como as cenas finais de Sands depois de 66 dias sem comer, que Mac Queen nos atinge e se firma, cada vez mais, com um trabalho que realmente tem pertinência neste território de cruzas entre cinema e artes visuais.

Hunger (2008)
Steve McQueen