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TOP 5 janeiro
Top 5 de janeiro
5- C.R.A.Z.Y. (2005) – Jean-Marc Vallée
4- Aqui é o meu lugar (2011) – Paolo Sorrentino
3- O ato de matar (2012) - Joshua Oppenheimer
2- Shame (2011) - Steve McQueen
1- Adoração (2009) - Atom Egoyan
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As Tentações de Santo Antônio (2009) - Veiko Õunpuu
25 fevereiro - 12 anos de escravidão (2013) - Steve McQueen
Solomon Northup, é um homem negro
livre, que tem uma boa viva e prestigio social e vive de apresentações de
música com seu violino, no período que antecede a guerra civil americana. Um
dia, enganado com a promessa de ganhar mais dinheiro em....., Solomon é seqüestrado
e vendido como escravo. Lutando principalmente para manter sua dignidade,
enquanto passa por toda sorte de desventura, humilhação e horror, Solomon, passado
doze anos, encontra finalmente ajuda com um jovem abolicionista canadense, que
conheceu por acaso, na fazenda de seu mestre.
O filme mergulha na ferida da
escravidão, principalmente americana, mostrando suas minúcias, abusos e
mazelas, que imprimiam no pensamento de seus dominados, a condição de aceitação
do status de escravo passivo, como a única forma de sobrevivência. Talvez o que
mais assuste em 12 anos de escravidão, seja o fato que tais pensamentos de
inferioridade da raça negra, ainda encontrem ecos no cotidiano. A cena que
Solomon fica preso, agonizando diante de todos durante horas com uma corda no
pescoço enquanto a lida na fazenda segue absurdamente normal, diz muito sobre o
baixo valor da carne negra naquela época e ainda, na atualidade. McQueen por
vezes brutal por vezes sutil, brilhantemente faz pensar sobre paralelos com os
tempos atuais, só demonstrando que apesar dos avanços, ainda precisaremos de
muitos anos para curar as marcas deixadas pela ideologia da escravidão, ainda
tão arraigadas na cultura tanto de quem discrimina quanto de quem é discriminado.
12 anos de escravidão (2013)
Steve McQueen
09 janeiro - Shame (2011) - Steve McQueen
Shame é o “mais cinema’ dos
filmes de McQueen, até então. Nele acompanhamos a vida de Brandon, um compulsivo
sexual, e sua jornada pela caça ao sexo com perversão. Brandon, vivido por
Michael Fassbender, é um predador que encara tudo, exibicionismo, masturbação,
sexual virtual, mulher casada, homossexualismo, ménage, enfim, tudo mesmo,
menos amor. Seus dias de macho alfa começam a ruir com a chegada da irmã doce e
carente em seu apartamento.
Os conflitos que surgem a partir dos
desejos e fragilidades de cada um deles culminam numa espécie de redenção para
ambos.
Um amigo budista me disse uma vez
que estamos fadados a repetir os mesmos erros infinitamente. Shame, em seu final,
prefere não responder a esta máxima.
Shame (2011)
Steve McQueen
Shame (2011)
Steve McQueen
08 janeiro - Hunger (2008) - Steve McQueen
Em
2007, durante a bienal do Mercosul, tive meu primeiro contato com Steve Macqueen.
Os trabalhos Western Deep, apresentado numa sala escura, e Carib’s Leap,
formado por duas projeções simultâneas apresentadas numa sala clara, exigiam do
espectador tempo e disposição para completar as várias linhas de pensamento
lançadas nos longos, misteriosos e belos planos que compunham as duas narrativas.
Os trabalhos de MacQueen são experiências densas e impregnantes que surgem de
situações factuais, abertos para quem se dispõe a enfrentá-los.
Em
Hunger, seu longa de 2008, MacQueen utilizada os mesmos longos e densos planos,
para falar agora sobre as torturas sofridas na prisão por um grupo de
militantes do IRA, quando perdem o status de preso político, e da greve de fome
levada por eles, mas, especificamente focada na figura do ativista Bobby Sands.
Quase sem diálogos, é através das imagens impactantes e belas, como as cenas
finais de Sands depois de 66 dias sem comer, que Mac Queen nos atinge e se firma, cada vez mais, com um trabalho que realmente tem pertinência neste
território de cruzas entre cinema e artes visuais.
Hunger
(2008)
Steve
McQueen
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