Solomon Northup, é um homem negro
livre, que tem uma boa viva e prestigio social e vive de apresentações de
música com seu violino, no período que antecede a guerra civil americana. Um
dia, enganado com a promessa de ganhar mais dinheiro em....., Solomon é seqüestrado
e vendido como escravo. Lutando principalmente para manter sua dignidade,
enquanto passa por toda sorte de desventura, humilhação e horror, Solomon, passado
doze anos, encontra finalmente ajuda com um jovem abolicionista canadense, que
conheceu por acaso, na fazenda de seu mestre.
O filme mergulha na ferida da
escravidão, principalmente americana, mostrando suas minúcias, abusos e
mazelas, que imprimiam no pensamento de seus dominados, a condição de aceitação
do status de escravo passivo, como a única forma de sobrevivência. Talvez o que
mais assuste em 12 anos de escravidão, seja o fato que tais pensamentos de
inferioridade da raça negra, ainda encontrem ecos no cotidiano. A cena que
Solomon fica preso, agonizando diante de todos durante horas com uma corda no
pescoço enquanto a lida na fazenda segue absurdamente normal, diz muito sobre o
baixo valor da carne negra naquela época e ainda, na atualidade. McQueen por
vezes brutal por vezes sutil, brilhantemente faz pensar sobre paralelos com os
tempos atuais, só demonstrando que apesar dos avanços, ainda precisaremos de
muitos anos para curar as marcas deixadas pela ideologia da escravidão, ainda
tão arraigadas na cultura tanto de quem discrimina quanto de quem é discriminado.
12 anos de escravidão (2013)
Steve McQueen

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