Vinyl é uma adaptação do livro
Laranja Mecânica de Anthony Burgess, que viria a ser refilmada por Kubrick nos
anos 70 e se tornaria um clássico (muito por conta da forma original que a
censura usou para liberar sua exibição). No filme, feito com uma câmera parada
ao melhor estilo Warhol, vemos o jovem Alex De Large dançando com frenesi antes
de ser iniciado numa sessão sadomasoquista que perpassa o restante das cenas e
que segundo Wharol, não foi simulada (as torturas no ator fetiche Gerard Malanga
eram reais!). O clima extremamente
experimental, o ambiente soturno e a falta de diálogos criam na obra um certo
desconforto que se acentua com a câmera que por vezes sai do enquadramento. O
total descontrole de Warhol em relação à filmagem permitiu a participação da
socialite Edie Sedgwick (musa do diretor e participante em vários de seus
filmes), que aparece no canto direito da tela dançando e assistindo a tudo com
indiferença e um certo ar blasé, sem saber que estava sendo filmada. Por tudo isso, Vinyl não é definitivamente
uma obra para fracos.
Vinyl (1965)
Andy Warhol

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