O contador William Blake viaja de
Cleveland até uma cidade no interior do interior do Estados Unidos, pela promessa
de um emprego na metalúrgica Dickison, que acaba não se confirmando. A pequena cidade
de Machine é um território selvagem onde as coisas se resolvem através de armas
de fogo, e Blake, já no primeiro dia, sem dinheiro e fortemente ferido, é
forçado a fugir depois de se envolver na morte do filho do dono da metalúrgica
e sua noiva. Sem forças e com uma bala alojada próximo ao coração, William
Blake, encontrado e ajudado pelo filosófico índio Ninguém, não desconfia que
sua cabeça foi posta a prêmio e esta sendo perseguido por matadores contratados.
O índio Ninguém, que sofreu
influência da cultura branca e indígena sem necessariamente conseguir se
estabelecer em nenhuma delas, acredita que o contador ferido é o poeta inglês
William Blake.
Dead man é meu filme preferido de
Jarmusch, que reinventa o gênero western justapondo textos filosóficos, humor,
poesia de William Blake à um cenário
árido e selvagem, brilhantemente registrado em preto branco, embalado pelas
guitarras cortantes de Neil Young, que fez a trilha sonora.
Dead man (1995)
Jim
Jarmusch

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