A câmera flutuante acompanha as
manobras dos skatistas em Paranoid Park, que Alex foi conhecer a convite de seu
amigo mais velho Jared. No fim de semana seguinte, Alex decide ir ao Paranoid sozinho
onde se entrosa e se deixa levar pelos outros jovens.
Mais tarde, já no colégio, é
chamado por um investigador policial para uma conversa sobre uma morte que
ocorreu numa área de trens próxima ao parque dos skatistas: um vigilante foi
encontrado fatiado por um trem e com marcas de agressão; uma possível
testemunha teria visto um jovem arremessar um skate da ponte próxima ao local do
crime.
Gus Van Sant intermedia belas
imagens em slow motion dos skatistas enquanto os acontecimentos que levaram a
morte do vigilante são relembrados por Alex. A narrativa em tom muito lento e
os longos planos, especialmente nas cenas em que Alex aparece, acabam criando
um elo de aproximação com o personagem e seu mundo alienado e solitário. Van
Sant utiliza a dilatação do tempo para impregnar no espectador sensações
desconfortáveis, embaladas sob a forma de belas imagens, que
persistem na cabeça durante semanas.
Paranoid Park (2007)
Gus Van Sant

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