Collin tem uma boa condição
financeira e vive sozinho com seu rato de estimação e seu cozinheiro Nicollas.
Durante uma festa de amigos, é apresentado a Chloé, com quem depois de alguns
encontros, acaba se casando. Numa noite enquanto dorme, Chloé ingere um pequeno
floco que se aloja em seu pulmão, causando-lhe uma doença rara cujo
tratamento se dá com remédios caros e a aplicação diária de grandes quantidades
de flores.
Michel Gondry cria um universo
onde as leis da física são reinventadas e onde equipamentos interativos são
ativados através de soluções quase mágicas. A espuma dos dias parece um
pretexto para Gondry experimentar toda a sorte de trucagens do cinema analógico,
em cenas inusitadas e muitas vezes belas, mas sem a preocupação com a eficácia
ou a relação destes efeitos para o desenvolvimento da trama. O filme que começa
bem, deslumbrando os olhos do espectador pela singularidade e o delírio das
situações, logo cansa e se mostra carente de uma narrativa mais amarrada e
personagens não tão rasos.
A espuma dos dias (2013)
Michel Gondry

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