Michael reuniu um pequeno grupo
de amigos gays em sua casa para comemorar o aniversário de Harold, um
homossexual judeu que completa 32 anos. Enquanto se detém nos preparativos para
a festa, recebe o telefonema de seu antigo amigo de faculdade que está na cidade
de passagem, Alan, um jovem hétero que desconhece a condição sexual de Michael.
Para não decepcionar o amigo que está aflito e carente de uma companhia,
Michael o convida para um encontro rápido no seu apartamento durante a festa e,
para manter as aparências, pede a seus amigos que disfarcem e tenham atitudes e
posturas másculas. Alan, que num primeiro momento havia desistido do encontro,
aparece de surpresa na festa, pegando todos, inclusive Michael, sem suas
máscaras.
O filme que começa num tom
humorístico vai ganhando densidade à medida que Michael, em um estado
catártico, não podendo mais disfarçar sua sexualidade perante Alan, promove
entre os presentes um desastroso jogo da verdade sobre o verdadeiro amor. Do
escandalosamente assumido Emory até o próprio Alan, cuja sexualidade evidencia
uma latência, Friedkin com seus oito personagens abrange, de certa forma, a
“escala de tons” do comportamento homossexual, colocando em discussão suas angustias,
carências e medos. A tempestade que chega e acaba por catalisar os
acontecimentos (e destruir todo o glamour da decoração), não deixa de
ser uma bela metáfora a morte simbólica por que passa, durante a festa, o angustiado Michael em
busca do amor próprio.
Os Rapazes da Banda (1970)
William Friedkin

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